Naquela mesa ele dizia sempre o que fez de manha,
Naquela mesa ele contava historia que hoje na memoria eu quase
sei de cor,
Naquela mesa está faltando ele, e a saudade dele está doendo em mim.
Essa dor tão doida não pensei que doía tanto assim.
Tínhamos nossas divergências de opiniões , e mesmo assim
sempre estávamos juntos, ate nas piores crises, ele me entendia, e eu respeitava suas decisões, mesmo odiando e sofrendo muito, mas fazia o que ele queria, assim como ele fazia
o que eu queria, éramos cúmplices.. Agora ele está lá em cima com a mamãe e tantos amigos que já se foram. Estou procurando fazer suas ultimas ordens, em conversa mais que particular que
tivemos em nosso ultimo almoço no domingo 13 de Fevereiro.. Conversa essa que ele aproveitou que estávamos a sós, eu não acreditei que o final estava próximo como ele mesmo disse e estava 20 dias depois, eu o reencontrei para um ultimo ADEUS. Algumas coisas ficaram fora do meu controle, mas ele está vendo que tentei....Tudo ocorrendo no mesmo tempo, minha prima, minha mãe torta como eu a chamava, também em hospital, operando o coração, e.... saí da missa de 7 dia do papai para ir ao velório da minha mãe torta, um desequilíbrio em minhas emoções...
Minha Maria Lovric, minha maezona que me dava colo, me aconselhava, me orientou nesses quase 7 anos da falta de minha mãe.
E fiquei sem minha base de uma vez só, ainda nao recuperei meu equilíbrio, e o pior não me sinto
forte para carinhar minhas primas, que estão sofrendo sem a presença de nossa Maezona..
O céu em festa mais um ciclo se fechou......
Algumas coincidencias, meu pai enterrou meu avó no carnaval de 26 Março 1948 e eu enterrei meu pai em 05 Março de 2011, e com ele enterrei a bandeira branca
Mas isso é a vida, temos que ser como o Oceano, um dia manso, outros bravo, outro atacamos, outros retraímos, mas nunca paramos...
Até um dia Papai Julio e Mamãe Gelmira, Mae torta Maria nunca se esqueçam que eu os amo, e meu amor é maior que o infinito.
